Cidade

Bosque Maia recebe oficina de danças circulares neste domingo

Quem frequenta o Bosque Maia nos finais de semana pela manhã, precisamente no último domingo do mês, certamente já foi surpreendido por uma música calma, vinda da tenda verde do parque, onde um grupo grande de pessoas dança de maneira sincronizada em círculo, ombro a ombro e de mãos dadas. Trata-se da oficina de danças circulares, que, gratuita e aberta a todos, neste mês acontece no dia 30, das 10h às 12h. Boa opção para quem busca bem-estar e conexão consigo mesmo, com o outro e com a natureza.

Principal articuladora da prática na cidade, focalizadora (pessoa que concentra a atenção de um grupo) há 15 anos e coordenadora do Projeto Tear, Denise Antunes afirma que a atividade oferece diversos benefícios. “Melhora bastante a concentração, a lateralidade, a consciência corporal e o senso de bem-estar, que de cara é estimulado com músicas e coreografias que promovem um sentimento de pertencimento ao grupo. O círculo é um espaço que acolhe, que não segrega, nutrindo um lugar saudável na vida das pessoas”, afirma. 

A psicóloga e professora Denise Lima Queiroz, de 54 anos, por exemplo, é frequentadora assídua das rodas desde 2013, quando foi diagnosticada com câncer de mama pela segunda vez. “A tranquilidade e a paz de espírito saíam da dança circular e me acompanhavam para a batalha pela vida. Estou curada graças a nosso mestre Jesus e continuo participando da dança circular todo último domingo do mês. Aqueles sentimentos que foram aflorados nunca mais foram esquecidos. A cada dia fico mais feliz e emocionada em participar da dança circular. Ela consegue acalentar minha alma”, conta. O depoimento completo da Denise pode ser conferido no vídeo Saúde com Você (https://youtu.be/q2PT0DjYC6k), disponível no canal oficial da Prefeitura no YouTube.

Para participar das danças circulares não é preciso saber dançar. Antes de iniciar a atividade, os chamados focalizadores ensinam o passo a passo das coreografias que, aos poucos, começam a ser internalizadas pelos participantes. “Nacionalmente os encontros acontecem aos domingos, às 10h. Enquanto dançamos aqui no Bosque Maia, um espaço bastante acolhedor para as rodas por ser o coração da nossa cidade, outras pessoas também estão dançando em diferentesmunicípios neste mesmo horário. Então a gente vai se interconectando com outros círculos no mesmo espaço”, finaliza Denise Antunes.

Danças circulares – surgimento

Parte de um movimento mundial de cultura de paz, as danças circulares tiveram início com o mestre e coreógrafo polonês Bernhard Wosien (1908-1986) na década de 1970. Em Guarulhos, a prática chegou em 2011 com a coreógrafa e arte-educadora Vaneri de Oliveira, a convite do pai da focalizadora Denise Antunes.No ano seguinte ela passou a ser desenvolvida nas UBSs e em diferentes serviços de saúde, além do Parque Fracalanza. 

Em 2017, as danças circulares foram incluídas como práticasintegrativas e complementares (PICs), oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil é referência dessa modalidade na Atenção Básica. Até o momento são oferecidas 29 práticas. De acordo com o Ministério da Saúde, as PICs são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir doenças como depressão e hipertensão, entre outras.

Serviço

Oficina Aberta de Danças Circulares

Sempre no último domingo de cada mês (exceto dezembro)

Tenda Verde do Bosque Maia – Avenida Paulo Faccini, s/n° – JardimMaia

Das 10hàs 12h

Informações: rodasdavidadcs@gmail.com

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