Durante o mês, a programação convida à valorização da diversidade dos povos originários do Brasil, com apresentações da rapper e ativista indígena Katú Mirim (9) interpretando canções dos seus dois álbuns: Revolta e Cura; o duo Shavorã (15), composto por Hukena Yawanawá e Nãwãema, com novo EP unindo os cantos ancestrais do povo Yawanawá e influências afro-brasileiras; e o espetáculo infantil Pa’ra – Rio de Memórias (17), conduzido pela atriz de origem indígena Lenise Oliveira, explora as memórias de infância dela e as de tantas outras infâncias indígenas, através de uma linguagem cênica que mistura realidade e fantasia. Confira toda a programação!
Katú Mirim, rapper e ativista pioneira do futurismo indígena no Brasil, nos conduz por uma narrativa musical que vai da dor histórica da colonização à celebração da vida e do bem-viver, através de seus dois álbuns aclamados: Revolta e Cura. Reconhecida por suas letras afiadas que abordam temas como a demarcação de terras, o resgate da ancestralidade e o impacto da ostentação de ouro nas comunidades originárias, Katú é uma voz poderosa que ecoa não apenas no rap, mas em diversas lutas sociais.
Dia 9/8. Sábado, 20h. Comedoria. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). Livre – Autoclassificação.
O duo Shavorã, formado por Hukena Yawanawá e Nãwãema, apresenta seu novo álbum musical em um espetáculo que une cantos ancestrais do povo Yawanawá e referências afro-brasileiras. Celebrando a força feminina e a diversidade, o show é um manifesto de empoderamento e resistência cultural.
Shavorã significa “mulher” na língua Yawanawá, e representa a luta, a resistência e a união feminina. Dia 15/8. Sexta, 20h. Comedoria. Grátis. Livre – Autoclassificação.
Ainda no âmbito musical, destaque também para a releitura feminina das canções de Erasmo Carlos por Miranda Kassin (8), bem como a apresentação Piano Solo do pianista Gustavo Figueiredo (23), que traz obras de compositores brasileiros, autorais e de jazz. Além disso, a banda santista Apnea (27)apresenta seu som influenciado pelas músicas das décadas de 70 e 90.
Miranda Kassin revisita clássicos de Erasmo Carlos como como Meu Amigo, Negro Gato, Grilos, De Noite na Cama e Gatinha Manhosa, com novos arranjos que realçam nuances emocionais e poéticas antes pouco exploradas. Show “Nas curvas da Estrada de Erasmo”. Dia 8/8. Sexta, 20h. Comedoria. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). Livre – Autoclassificação.
Piano Solo, um show com releituras de compositores brasileiros, jazz e obras autorais onde o pianista Gustavo Figueiredo, além de tocar, fala uma pouco sobre cada obra apresentada e seus compositores, dando algumas referências de gravações e contando um pouco da histórica de cada uma delas. Piano Solo. Dia 23/8. Sábado, 20h. Convivência. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). Livre – Autoclassificação.
Dentro do projeto Bússola, a banda santista Apenea apresenta o álbum Sea Sound. Com um som influenciado pela música dos anos 70 e 90, mistura grunge, heavy metal e stoner rock.Dia 27/8. Quarta, 20h. Comedoria. Grátis. Livre – Autoclassificação. Retirada de ingressos 1h antes.
Teatro, dança e circo. Em busca de um emprego para sustentar sua família, um homem recebe uma oferta peculiar no espetáculo Homem da Silva (16), com Sérgio Pardal; já no espetáculo circense Relação Aberta (30), uma palhaça musical sai em uma jornada para reencontrar o amor; Sarayvara (2), de Poema Mühlenberg, combina elementos da dança, do circo e do teatro, para transformar o bambu em extensão do corpo da artista e proporcionar possibilidades infinitas. O coletivo Esquadrilha Marginália, da cidade de Cubatão, traz ao palco a realidade das periferias com o espetáculo Favela de Barro – instáveis moradias em queda (28).
A vida transformada pelo encontro do corpo de mulher com o corpo de bambu. Em um solo que celebra 21 anos de entrega, Poema Mühlenberg e o bambu, seu parceiro e guia, tecem uma trama de poesia que transita entre circo, dança e teatro.Sarayvara. Dia 2/8. Sábado, 20h. Auditório. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). Livre – Autoclassificação.
Paulo Emanuel, desempregado e desesperado, aceita um trabalho inimaginável para garantir o sustento da família. Colocando sua dignidade à prova, ele enfrenta a realidade cruel embriagada de esperança, com uma pitadinha de fantástico. Homem da Silva, com Sérgio Pardal. Dia 16/8. Sábado, 20h. Auditório. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). 14 anos. Acessibilidade: Libras.
Favela de barro – Instáveis moradias em queda, com Esquadrilha Marginália.
Espetáculo estruturado por meio da pesquisa, criação coletiva e montagem em espaço alternativo, trabalha as temáticas periféricas que envolvem a formação do território das favelas, o processo de desapropriação das terras, as heranças étnico culturais e seus reflexos nos cotidianos das cidades. Dia 28/8. Quinta, 20h. Auditório. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). 14 anos.
Cansada de “quebrar” a cara, a palhaça musical, Tetê Purezempla, resolve tomar uma atitude: quem sabe não está na hora de reencontrar o amor? Aliás, o que é o amor? O que é preciso para (re)encontrá-lo? De que amor estamos falando? Talvez seja o caso de experimentar um novo paradigma! Com músicas de tocar o coração e outras partes do corpo, a palhaça inclui todo o público na sua Relação Aberta. Dia 30/8. Sábado, 20h. Auditório. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). 12 anos.
Na programação do projeto Da palavra ao palco, que busca estreitar a conexão entre o teatro e a literatura, o curso Zombaria – experimentações do corpo e da imaginação radical em Octavia Butler, promove encontros de experimentações artísticas a partir das obras da escritora afro-americana. Com Vanessa Soares. De 9 a 30/8. Sábados, 15h às 18h. Sala 41. Inscrições de R$9,00 a R$30,00 pelo app Credencial Sesc SP, de 1 a 9 /8. 16 anos.
A programação dos espetáculos infantis, sempre aos domingos, às 17h30, abre o mês com o espetáculo Alice Interrompida (3), uma versão inspirada na obra de Lewis Carrol que utiliza do humor do teatro popular. Nas sequências, A botija, pequeno inventário de histórias fantásticas do nordeste brasileiro (10), com Cia. Fabulinhando; Pa’ra rio de memórias (17), com Lenise Oliveira na jornada de uma menina indígena do povo Sateré-Mawé para defender seu povo e suas riquezas, a Trupe da Lona Preta com Concerto da Lona Preta (24), e Caixinha de Música (31) com a palhaça Tetê Purezempla.
Inspirada no universo nonsense das obras “Alice no País das maravilhas” e “Através do espelho” de Lewis Carrol, a encenação propõe uma experiência através do humor do teatro popular, numa releitura da história da menina que acaba num mundo governado por uma rainha onde a ordem e os valores estão do avesso e todos seus habitantes são loucos. Alice Interrompida. Dia 3/8. Domingo, 17h30. Convivência. Grátis. Livre – Autoclassificação.
Em uma jornada de retorno para o sertão do Nordeste Brasileiro em busca da botija do tesouro que a avó disse que estava escondida, três irmãos mergulham no quintal de suas infâncias e a memória da relação é vivida através das histórias que ela lhes contava quando crianças. A Botija, pequeno inventário de histórias fantásticas do nordeste brasileiro. Com Cia. Fabulinhando. Dia 10/8. Domingo, 17h30. Auditório. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos. Livre – Autoclassificação. Acessibilidade: Libras.
Dalú, uma menina indígena do povo Sateré-Mawé é levada a uma viagem no mundo dos ancestrais para retomar as riquezas de seu povo e ajudar a sua família a lidar com conflitos territoriais na cidade grande. Pa’ra rio de memórias.Com Lenise Oliveira. Dia 17/8. Domingo, 17h30. Auditório. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos. Livre – Autoclassificação.
Cinco músicos/palhaços se desdobram para a execução de um amplo e variado repertório, abrangendo arranjos musicais que têm relação com as manifestações populares, eruditas e popularescas que fazem parte do nosso imaginário popular.Concerto da Lona Preta. Com Trupe Lona Preta. Dia 24/8. Domingo, 17h30. Comedoria. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos. Livre – Autoclassificação.
Tetê Purezempla é uma palhaça que parece uma caixinha de música ambulante. Tocando diferentes instrumentos escolhidos ao acaso pelo público, Tetê agita a criançada e os adultos com muitas trapalhadas musicais. Caixinha de Música. Com Tetê Purezempla. Dia 31/8. Domingo, 17h30. Auditório. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia-entrada). R$40,00 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos. Livre – Autoclassificação.
SINOPSES COMPLETAS/AGENDA
Dança
Sarayvara
Com Poema Mühlenberg
Dia 2/8. Sábado, 20h
Auditório
Ingresso – R$40,00 (Inteira) / R$20,00 (Meia) / R$12,00 (Credencial Plena)
Livre

