Público terá entrada gratuita aos domingos, mediante agendamento prévio no site do MAM. No sábado, 31 de outubro, o Museu promove, em espaço aberto, a venda de catálogos das exposições em cartaz

O Museu de Arte Moderna de São Paulo anuncia a reabertura de seu espaço físico aos finais de semana, a partir deste sábado, 31 de outubro. De novembro adiante, aos domingos, o público poderá realizar visitas com entrada gratuita, mediante agendamento prévio no site do MAM (www.mam.org.br/ingresso). A retomada aos finais de semana acontece em consonância com o anúncio da Prefeitura de São Paulo de liberação de abertura de parques municipais aos finais de semana e feriados.

Também no sábado, das 12h às 18h, em cartaz em espaço aberto, em frente ao mural d’Os Gêmeos, o Museu promove a venda de catálogos das exposições Antonio Dias: derrotas e vitórias (R﹩ 80) e Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM – 20 anos (R﹩ 60). Na compra dos dois catálogos, há desconto de 10%.

Medidas de saúde e higiene

A reabertura do MAM São Paulo segue um rigoroso protocolo de saúde e higiene implementado em colaboração com a equipe da Consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein em ação de caráter pró bono, além de medidas de proteção estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e de órgãos brasileiros de Saúde Pública.

A partir de um projeto estabelecido entre o MAM e o Albert Einstein, uma equipe multiprofissional da organização realizou avaliação em todo o espaço do Museu a fim de implementar protocolos de segurança que visem mitigar os riscos de contaminação pelo novo coronavírus. A análise contemplou o fluxo de colaboradores do MAM, o espaço expositivo, o restaurante e a biblioteca da instituição, com recomendações sobre o público ideal para cada ambiente, sempre respeitando o distanciamento mínimo de 1,5 metro.

Os consultores do Einstein avaliaram também o uso do ar-condicionado e fizeram recomendações para garantir mais segurança para a saúde do público, dos colaboradores e prestadores de serviço do Museu.

O cuidado com a limpeza diária dos ambientes e dos equipamentos será redobrado e realizado continuamente, em especial nas portas, corrimãos, maçanetas, interruptores de luz, botões de elevadores, portas de vidro, catracas e outros elementos que têm contato frequente com as mãos.

Para entrar, todos devem ter temperatura corporal medida. Pessoas que apresentarem temperatura acima de 37,5ºC terão acesso restringido e serão instruídas a procurar atendimento médico. O uso de máscaras será obrigatório em todos os espaços do MAM.

Dispositivos de álcool gel serão distribuídos em diversos pontos estratégicos e de fácil acesso, como a entrada do Museu, salas expositivas, banheiros, dentre outros locais. Também haverá distribuição de máscaras descartáveis em casos de emergência (para público e para prestadores de serviços). O bebedouro público foi removido e a orientação é de que tanto os visitantes quanto colaboradores levem recipientes individuais de água.

Para o público que necessita de acessibilidade, o MAM oferecerá máscaras para leitura labial e luvas descartáveis para manipulação de obras tácteis liberadas ao toque. Dispositivos de audiodescrição e similares, de uso compartilhado, serão higienizados após cada utilização.

Os colaboradores e prestadores de serviços de atendimento ao público farão uso de equipamentos de proteção individual cedidos pelo Museu, como a máscara. E, para minimizar o contato físico direto do público com os colaboradores, o MAM instalou uma barreira de acrílico no balcão da recepção.

Visitação do público

O horário de funcionamento do MAM acompanhará a evolução das fases do Plano de Reabertura da Prefeitura de São Paulo e, neste início o público poderá visitar de terça-feira a domingo, das 12h às 18h. As visitas serão organizadas em circuitos de hora em hora, com a última entrada às 17h30.

Os ingressos serão disponibilizados apenas online (http://www.mam.org.br/ingresso) e com hora marcada. O limite da capacidade de público dentro do espaço físico é 55 pessoas na sala Milú Villela e 15 na sala Paulo Figueiredo. Foi estabelecido também fluxo único de entrada e saída da instituição, respeitando as recomendações das instituições de governo. O fluxo unidirecional ajuda a evitar cruzamento de pessoas e, portanto, aglomerações. A entrada acontecerá pela recepção principal, e a saída pela porta voltada para o edifício da Bienal.

Programação

Na reabertura, o público poderá conferir de perto três mostras inéditas. Trata-se de Antonio Dias: derrotas e vitórias, exposição retrospectiva de Antonio Dias (1944 – 2018), figura de singular trajetória na arte contemporânea brasileira e autor de uma obra multimídia, carregada de engajamento social e político, e de ironia e sensualidade. Com curadoria de Felipe Chaimovich, a mostra reúne obras emblemáticas, muitas delas raramente exibidas, todas advindas do acervo pessoal do artista.

Em Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM – 20 Anos, o público será convidado a contemplar obras produzidas por artistas de diferentes gerações e linguagens artísticas, criações emblemáticas de nomes como Adriana Varejão, Berna Reale, Cláudia Andujar, Fernando Lemos, Nuno Ramos, Miguel Rio Branco e Regina Silveira – esta última, apresenta uma edição comemorativa de FLASH (2010). Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra presta homenagem ao fotógrafo, escultor e desenhista de origem baiana, Mário Cravo Neto (1947-2009), autor de uma extensa e celebrada produção fotográfica, e que terá uma obra inédita em exibição, uma fotografia de tiragem limitada que poderá ser adquirida por colecionadores interessados no site do MAM (http://mam.org.br/clube-de-colecionadores/).

No Projeto Parede – espaço entre o saguão de entrada do MAM e a Sala Milú Villela, será exibida a instalação roçabarroca (2018/2020), do artista mineiro Thiago Honório. O artista veste as paredes do corredor do prédio, reformado por Lina Bo Bardi, com taipa de mão e pau a pique, deixando-as em “carne viva”. O título da obra vem do livro e do poema “Roça barroca”, ambos da poeta e tradutora Josely Vianna Baptista (1957), que traduz o mito poético da criação do mundo da tribo indígena Mbyá-Guarani do Guairá a partir de cantos sagrados (e apresenta o poema “Roça barroca”), escrito pela autora anteriormente à tradução dos cantos. Ao unir as duas palavras, a grafia explicita elementos presentes na instalação, como roça, oca, oco, barro e barroca.

Atividades como cursos (http://mam.org.br/cursos/) e visitas mediadas (http://mam.org.br/visitas-educativas/) serão priorizadas no formato online, e as presenciais serão retomadas de forma gradual ao longo das Fases 3 e 4 do Plano São Paulo.

Biblioteca

Neste primeiro momento da retomada, o atendimento será por canais digitais e as visitas serão agendadas (http://mam.org.br/biblioteca/). O atendimento presencial ocorrerá quando não houver a possibilidade de suprir a necessidade de forma online, e pessoas do grupo de risco terão suporte preferencial. O período de permanência no espaço da biblioteca será controlado pelos colaboradores do Museu.

Para prevenir o contágio e disseminação do vírus, os colaboradores receberam orientações, como deixar itens devolvidos após empréstimo em período de quarentena de sete dias sem manuseio. O uso dos equipamentos eletrônicos, como computadores, deverá ser reservado pelo período máximo de uma hora e, após o uso, o equipamento e o local passarão por uma rigorosa higienização.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições abrem-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

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Serviço

Museu de Arte Moderna de São Paulo

Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)

Horários: terça a domingo, das 12h às 18h (com a última entrada às 17h30)

Telefone: (11) 5085-1300

Domingo gratuito

Ingresso: R﹩ 20 (inteira) e R﹩10 (meia-entrada para estudantes e professores, mediante identificação)

Gratuidade para menores de 10 e maiores de 60 anos, pessoas com deficiência, membros do ICOM, AICA e ABCA com identificação, agentes ambientais, da CET, GCM, PM, Metrô e funcionários da linha amarela do Metrô, CPTM, Polícia Civil, cobradores e motoristas de ônibus, motoristas de ônibus fretados, funcionários da SPTuris, vendedores ambulantes do Parque Ibirapuera, frentistas e taxistas com identificação e até quatro acompanhantes Os ingressos disponibilizados online www.mam.org.br/ingresso

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